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Bike fit maximiza o desempenho, melhora o conforto e previne lesões

Bike fit maximiza o desempenho, melhora o conforto e previne lesões

O bike fit é um importante método para quem pedala, pois ajusta a bicicleta ao corpo do ciclista, com a finalidade de maximizar o desempenho e a eficiência do pedal, melhorar o conforto e aumentar a segurança, prevenindo lesões.

Recentemente, a Bicicletaria Faria Lima ganhou um importante reforço para oferecer esse serviço na loja: Igor Laguens. Formado em educação física e com certificado do instituto norte-americano SICI (Serotta International Cycling Institute), Igor entende do assunto como poucos.

Em entrevista para o blog, ele explicou as funcionalidades do bike fit e as vantagens de se submeter ao serviço, que pode ser feito na loja mediante o agendamento.

“O bike fit serve tanto para quem vai começar a pedalar como para quem quer ter altíssima performance. A primeira coisa é fazer a bicicleta ficar confortável, evitar lesões, proporcionando um pedal de horas e horas com muita curtição”, disse Igor.

“Para quem busca performance, a gente tenta aproveitar ao máximo aquilo que a bike pode oferecer, seja aerodinâmica, agressividade ou potência. Nesse caso, deixamos de lado um pouquinho o conforto e vamos para a performance. Ajustamos a altura do selim, sapatilha, guidão e todos esses detalhes para poder render mais”, afirmou.

Entrevista e flexibilidade

O primeiro passo do bike fit é a entrevista. Esse processo visa pegar o maior número possível de informações da pessoa, como altura, peso, formato do pé, a sapatilha que ela utiliza, etc. Os dados serão úteis para quando Igor começar o serviço na bicicleta.

Depois da entrevista chega a hora dos testes de flexibilidade. Nesse processo, o bike fitter vai ter uma ideia de problemas que alguma lesão do passado causou, objetivos da pessoa e até aonde ele pode ir na adaptação da bicicleta.

“Não adianta uma pessoa totalmente lesionada querer deixar a bike superagressiva, vai ser incompatível. Ao analisar, se eu ver que a flexibilidade da pessoa é ruim, a gente pode voltar alguns passos, posso indicar algumas coisas que ela pode fazer, para num segundo bike fit bater essas informações de flexibilidade e deixar a bike de uma forma ou de outra”, disse.

Foto do bike fit na loja da Bicicletaria Faria Lima

O bike fit possui uma tecnologia de ponta

Pedal

O bike fit começa, de fato, pelo ponto mais importante, que é o pedal. Primeiro vem o ajuste do taquinho na sapatilha e, então, o bike fitter analisa fatores do membro inferior, como a altura ideal do selim, até chegar ao membro superior, onde entra, por exemplo, a checagem da distância da mesa e do guidão.

“Quanto mais alto o selim, mais força eu vou conseguir colocar no pedal. Vou ainda gerar mais energia, evitando lesão ao distribuir mais as forças, e quanto mais eu coloco peso na frente, mais estabilidade e mais controle da bike eu vou ter”, afirmou.

Dentro dos acertos do bike fit, Igor dá conselhos sobre técnicas importantes para o pedal que potencializam o desempenho e evitam determinadas lesões, fazendo com que a experiência seja sempre muito prazerosa.

“Conforme a pessoa vai pedalando, a gente avalia como ela está indo. Olha, por exemplo, a centralização de força. Não se pode andar com o joelho para dentro nem para fora. Nesse caso, a gente observa se é a mecânica [do ciclista] ou estrutural. Vemos também se ele está com o pé paralelo, porque esse é o ponto mais importante da pedalada, que é onde ele vai jogar toda essa força de quadril e glúteo para baixo”, disse.

Foto do aparelho do bike fit que mede o tamanho do pé do ciclista

O bike fit faz uma análise completa do ciclista

Tecnologia de ponta

O bike fit disponível na loja da Bicicletaria Faria Lima é dotado de tecnologia de ponta, o que leva o ajuste da bicicleta ao mais alto nível. O aparelho integra questões específicas do ciclista, a amplitude de movimento, a flexibilidade e o estilo de pedalada, a fim de otimizar ainda mais o ajuste estático.

É possível fazer uma avaliação em 3D em tempo real. Por meio de um telão, a pessoa consegue ver como ela está posicionada na bicicleta. Com isso, são feitas as adaptações mais precisas. Já os ajustes estáticos traduzem as dimensões do corpo do ciclista em posições de bicicletas para todos os tipos de disciplinas e preferências.

Parte do guidão do bike fit é mostrado, com um telão ao fundo, na loja da Bicicletaria Faria Lima

Por meio de um telão, a pessoa consegue ver como ela está posicionada na bicicleta

As consequências de não fazer o bike fit

Sem o bike fit, que tem duração de cerca de uma hora e meia, o ciclista não conseguirá extrair o máximo de sua bicicleta, seja por ser grande, pequena ou outros fatores. Isso poderá tornar a experiência abaixo do esperado.

“É a mesma coisa que dirigir um carro com o banco muito para trás. Você vai dirigir, mas vai estar estranho. Se eu pegar uma bicicleta de passeio e colocar o guidão reto e para baixo, não vai ficar legal, pois não é a proposta daquela bike. Ajeitar da melhor forma vai evitar lesão e você vai conseguir tirar tudo o que a bicicleta tem”, disse.

De acordo com Igor, o ideal é que se faça o bike fit uma vez por ano. “Nesse período a pessoa pode engordar ou emagrecer, começar a fazer outra atividade física, o que muda um pouco o grupo muscular que ela usa, pode ganhar maior flexibilidade, é possível que tenha que subir o selim. Ou a pessoa simplesmente muda de objetivo. Em adolescente, então, se mexe ainda com maior frequência”, afirmou.

Parte do bike fit na loja da Bicicletaria Faria Lima

Com o bike fit é possível fazer as adaptações mais precisas

Bom mecanismo de tração da bicicleta pode significar segundos preciosos

Bom mecanismo de tração da bicicleta pode significar segundos preciosos

O mecanismo de tração da bicicleta pode passar despercebido para muitos, mas é um componente muito importante para quem busca a mais alta performance e participa de competições. O uso de um bom sistema pode ser um diferencial para a vitória.

Um dos principais especialistas técnicos de ciclismo do Brasil, Johnny Lin concedeu uma entrevista para o canal MTB90 para falar sobre o assunto (veja aqui). Ele levou três modelos de cubo da marca DT Swiss para mostrar o mecanismo de tração da bicicleta: um deles com ratchet de 18 dentes, um de 36 e outro de 54. Veja o funcionamento do ratchet no vídeo abaixo.

O mecânico da Bicicletaria Faria Lima ressaltou que quanto mais dentes o sistema tiver, melhor será o seu desempenho, já que a resposta na retomada da pedalada será muito mais rápida.

“Quando você parar numa subida e então for retomar, o que tiver menos dentes pode até perder a tração por conta disso porque terá aquele delay [atraso] perto de 20 graus, onde o pé de vela vai ter que movimentar até tracionar no próximo dente”, disse Lin no estúdio do MTB90.

“Já no que tem mais dentes [o de 54], você não perde quase nunca, tem uma resposta imediata. Você parou de pedalar, ele já volta a tracionar. A movimentação é mínima até encaixar no próximo dente”, afirmou.

De acordo com Lin, o mecanismo de tração da bicicleta de 54 dentes tem seis graus de recuo e apenas um milímetro de distância entre os dentes, enquanto o de 18 é equivalente a 20 graus e a distância é de 3,07 milímetros, o que faz com que o ciclista volte muito no pedal até engatar no próximo dente, gerando, assim, um atraso na reposta.

A importância do mecanismo de tração da bicicleta

A escolha do tipo do mecanismo depende do propósito do ciclista. Um de 54 dentes, por exemplo, é recomendado para quem quer ter o máximo desempenho.

Johnny Lin em sua oficina na Bicicletaria Faria Lima testa rolamento de cerâmica em uma bicicleta

Johnny Lin, um dos principais especialistas técnicos de ciclismo do Brasil

“Para quem procura performance, qualquer milésimo de segundo pode significar o segundo lugar. Tem que ficar atento aos mínimos detalhes. Numa arrancada final, numa disputa ombro a ombro, isso pode fazer uma diferença”, disse Lin.

Hoje em dia, há diversos modelos de cubos e tipos de engrenagem para tração da bicicleta, permitindo, assim, muitas possibilidades na hora de montar a sua bike.

“Atualmente o estudo é muito aprofundado e com base científica. Não tem ‘eu acho’. É a tecnologia a favor dos atletas, a favor do aprimoramento, do pedalar, de quem busca a ponta, quem procura performance”, afirmou Lin.

Rolamento de cerâmica ajuda ciclista a obter melhor rendimento

Rolamento de cerâmica ajuda ciclista a obter melhor rendimento

O rolamento de cerâmica virou o desejo de muitos ciclistas, pois esse componente é mais um grande passo da evolução da tecnologia nas bicicletas. Johnny Lin, um dos principais especialistas técnicos de ciclismo do Brasil, é prova disso.

O mecânico da Bicicletaria Faria Lima concedeu uma entrevista (clique aqui para ver o programa completo) para o canal MTB90 e ressaltou que o rolamento de cerâmica é uma grande vantagem para quem procura atingir o nível máximo de rendimento no esporte.

“Hoje o pessoal traz a tecnologia de Fórmula 1 e até de espaçonave para as bicicletas. Exemplos disso são a cerâmica e o carbono. O rolamento de cerâmica é para alta performance e faz uma excelente diferença”, disse Lin.

O máximo rendimento do rolamento de cerâmica

O especialista citou os três tipos de rolamentos da marca Enduro: o híbrido, que é de metal com cerâmica; o “zero”, que possui um tratamento no corpo, cor diferente e é feito com nitreto para dar um pouco mais de durabilidade contra corrosão; e o XD-15, que tem uma tecnologia que Lin define como “pau para toda obra”.

Esse último é o mais recente. De acordo com o importador, o XD-15 oferece garantia vitalícia para o primeiro dono. Ele possui um tratamento superespecial com infusão de nitreto e nitrogênio. O corpo onde as esferas rolam são contra ferrugem.

No programa do MTB90, Lin fez uma demonstração no movimento central para mostrar a diferença de se pedalar com um rolamento de cerâmica e um tradicional. A diferença, de fato, foi grande.

Com o convencional, o movimento central deu pouco mais de meia-volta e parou de se movimentar em quatro segundos. Já com o rolamento de cerâmica, deu quase uma volta inteira e ficou em ação por muito mais tempo: 39 segundos.

“Enquanto seu oponente está fazendo força [pedalando], você salva watts preciosíssimos [com rolamento de cerâmica], são segundos preciosos”, afirmou Lin. De acordo com ele, é possível deixar o componente ainda mais poderoso.

Rolamento de cerâmica XD-15, da Enduro, desmontado, mostrando cada componente da peça

Este é o rolamento de cerâmica XD-15, da Enduro

“Tem alguns profissionais que usam rolamento de cerâmica. Tem retentor dos dois lados e alguns chegam a tirar um dos retentores e ficam só com o externo para não entrar sujeira e diminuir o atrito. É impressionante. E ainda utilizam, em vez de graxa, óleo. Isso é para ultra-performance”, disse Lin.

Segundo o especialista da Bicicletaria Faria Lima, passar graxa em um terço do rolamento já é o suficiente para um bom rendimento. Para atingir um nível acima, recomenda-se óleo a base de teflon.

Cuidados e durabilidade

Para se obter o máximo que o rolamento de cerâmica pode oferecer, é importante ter cuidados, como ressalta Lin. “Depois de uma prova com lama ou chuva, é recomendado desmontar, limpar o rolamento e aplicar graxa novamente. Não dá para continuar andando com a bicicleta depois de uma chuva ou lama, porque destrói o rolamento”, afirmou.

Com uma boa manutenção, a durabilidade aumenta. “Se a pessoa tiver o cuidado de levar [a bicicleta] para a oficina depois da prova, dura bastante, tem uma durabilidade bem longa. Se não tiver cuidados, vai danificar como qualquer rolamento convencional”, disse Lin.

Pedalar com capacete: equipamento garante maior segurança com sua bicicleta

Pedalar com capacete: equipamento garante maior segurança com sua bicicleta

Pedalar com capacete tem uma importância vital, seja em uma competição ou até mesmo durante o lazer. Embora o Código de Trânsito Brasileiro não exija a sua utilização, trata-se de um objeto indispensável para proteger a cabeça de impactos externos nos casos de quedas ou colisões.

O uso do capacete atenua os choques na cabeça, o que minimiza efeitos colaterais tais como traumatismos, quebra de ossos e outros ferimentos. Portanto, pedalar uma bicicleta sem essa proteção pode ser considerado um ato de imprudência, mesmo que isso seja muito comum.

Apesar de todos os riscos, uma pesquisa feita em 2015 e divulgada pelo site Statista mostrou que pedalar com capacete não está no hábito dos brasileiros: 49% deles preferem andar de bicicleta em espaços públicos e privados sem equipamento de segurança.

Capacetes expostos na loja da Bicicletaria Faria Lima

Há três tipos de capacetes, no geral: os abertos, com ou sem aba, os aerodinâmicos e os fechados

A primeira tentativa da Union Cycliste Internationale (UCI) de tornar o uso do capacete obrigatório aconteceu em 1991, mas a ideia não foi para frente, pois os ciclistas profissionais se mobilizaram contra pedalar com capacete.

No entanto, tudo mudou em 2003, quando o cazaque Andrei Kivilev sofreu uma queda durante uma etapa da Paris-Nice e teve um traumatismo craniano, que ocasionou a sua morte. Ele não usava capacete. Logo em seguida, a UCI finalmente impôs a regra que exigia o uso da proteção para pedalar com mais segurança. O Giro d’Italia de 2003 foi a primeira competição com a norma.

Capacete exposto na loja Bicicletaria Faria Lima

O capacete precisa estar bem nivelada para cobrir toda a cabeça e a testa

A evolução dos capacetes

De acordo com o site helmets.org, os primeiros capacetes surgiram por volta de 1880 e eram feitos de couro. Nos anos 1970 chegaram os chamados “hairnet”, produzidos com largas tiras de couro acolchoadas – o nome se deu porque parecia com uma rede de cabelos. Esses capacetes, porém, não tinham uma proteção segura e eram desconfortáveis.

Na metade dos anos 1970 chegaram ao mercado o Biker, primeiro modelo feito para ciclistas da Bell, em estireno, e o Mountain Safety Research. Não havia dúvida, na época, de que esses dois eram os melhores. Em 1983, a Bell lançou o modelo V1 Pro, feito de isopor (poliestireno expandido). Esse foi um dos capacetes da marca que mais fizeram sucesso.

Dois anos depois surgiu uma das maiores empresas do ramo, a Giro. Foi fundada por Jim Gentes, que projetou um capacete de bicicleta (o Prolight) para adultos com algumas aberturas e sem o formato de concha. O seu peso mais leve em relação aos outros foi um sucesso instantâneo.

Capacete da Giro exposto na loja da Bicicletaria Faria Lima

A Giro é uma das maiores fabricantes de capacetes para bicicleta

Ao longo do tempo, os capacetes ganharam novas formas e materiais. No começo dos anos 1990, por exemplo, retornaram os cascos, que eram fabricados em PET e outros plásticos e ajudavam a manter o isopor no mesmo lugar com o impacto. Hoje, o principal material usado nos capacetes ainda é o isopor, embora tenham surgido muitas alternativas, como papelão e até mesmo os dobráveis.

A tecnologia MIPS

Em tempo, uma tecnologia muito utilizada atualmente é a MIPS (Multi-Directional Impact Protection System), que foi desenvolvida por neurocirurgiões e cientistas e consiste em proteger o cérebro por meio de uma camada fina de plástico entre o casco e o forro que está em contato direto com a cabeça.

De acordo com a empresa que desenvolveu essa tecnologia, a MIPS foi projetada para adicionar proteção quando o ciclista sofre um impacto angular. A camada de plástico absorve o impacto e minimiza as lesões causadas no cérebro.

Pedalar com capacete: os tipos de proteção

Há três tipos de capacetes, no geral: os abertos, com ou sem aba, os aerodinâmicos e os fechados. Ao procurar um, é preciso considerar cinco características: proteção, ventilação, peso, conforto e cobertura. Para cada modalidade do ciclismo há um tipo diferente de proteção.

Os ciclistas de estrada, por exemplo, usam os abertos sem aba, bem leves, e com grande conforto, enquanto os de mountain-bike e os ciclistas urbanos preferem os abertos com a aba dianteira. Os aerodinâmicos são indicados para quem é do triatlo. Já os fechados são para aqueles que praticam as modalidades radicais.

Capacete exposto na loja da Bicicletaria Faria Lima

Um capacete tem prazo de validade de quatro a cinco anos

Uso correto e manutenção

Muitas pessoas têm o hábito de usar o capacete com a parte frontal inclinada para cima e a testa exposta a pancadas. Isso, obviamente, deve ser evitado.

O capacete precisa estar bem nivelada para cobrir toda a cabeça e a testa. Recomenda-se que fique um ou dois dedos acima das sobrancelhas. É necessário ainda ajustar as correias, que devem se cruzar abaixo das orelhas. Não deixe a proteção frouxa, pois o capacete pode sair da cabeça em uma batida.

Fique sempre atento às condições do seu capacete. Um capacete tem prazo de validade de quatro a cinco anos e em caso de impacto, considere trocá-lo, já que sua estrutura se compromete, o que diminui a sua absorção. Observe também se não há danos no casco ou no interior, como rachaduras.

Freio a disco ou tradicional? Escolha o melhor freio para sua bicicleta

Freio a disco ou tradicional? Escolha o melhor freio para sua bicicleta

Freio tradicional ou freio a disco? Esse é um debate clássico quando falamos sobre freio para bicicleta. De um lado, o bom e velho sistema que nunca sai de moda. Do outro, uma tecnologia que caiu nas graças de muitos ciclistas. Mas afinal, qual é o melhor?

A escolha do freio para bicicleta depende do seu propósito com a bike, sua experiência, a própria estética que mais te agrada e o tipo de terreno que você irá encarar, mais ou menos como acontece com o selim. Em um solo molhado ou com lama, por exemplo, um freio a disco provavelmente será a melhor opção. Já para o uso urbano, o tradicional deverá atender bem às suas expectativas.

Veja abaixo os prós e contras de cada sistema e um teste feito pela GCN (Global Cycling Network) que mostra qual é o melhor.

Freio para bicicleta tradicional em uma bike vermelha da Soul exposta na Bicicletaria Faria Lima

Freio tradicional em uma bicicleta da Soul

Freio para bicicleta: vantagens e desvantagens do tradicional

O freio para bicicleta tradicional funciona por meio da pressão das sapatas com o aro. Quando acionadas, elas são pressionadas uma contra a outra para causar um forte atrito e, assim, diminuir a velocidade.

O baixo preço, o peso leve, a fácil manutenção e o mecanismo simples são algumas das vantagens do freio tradicional. Em um terreno seco, não deve nada ao freio a disco. Em contrapartida, o jogo muda em uma pista com lama ou água. Nessa situação, esse sistema tende a ter uma resposta mais lenta.

Freio tradicional da bicicleta 3R3 Force, da Soul

Freio tradicional da bicicleta 3R3 Force, da Soul

Além disso, é necessária uma manutenção regular, pois as sapatas se desgastam e precisam ser substituídas para oferecer o melhor desempenho. Mesmo assim, o freio tradicional continua em alta entre os ciclistas. O britânico Peter Kennaugh, da equipe Bora-Hansgrohe, é um dos que não se empolgam muito em ter um freio a disco.

“A única coisa [melhor] que consigo ver [em relação ao freio a disco] é, talvez, no molhado, onde é muito mais difícil de parar com freios normais, mas todo mundo está usando o freio normal, então todos estão parando na mesma velocidade”, disse Kennaugh em entrevista ao GCN.

Freio para bicicleta tradicional em uma bicicleta da BMC exposta na loja da Bicicletaria Faria Lima

Freio tradicional em uma bicicleta da BMC

Vantagens e desvantagens do freio a disco

Há dois principais tipos de freio a disco: mecânico e hidráulico. Em um artigo, a revista Bicycling explica que, no primeiro, alavancas são presas aos cabos, que ativam a frenagem. No segundo, os cabos são substituídos por fluído hidráulico. Ao frear, a pressão força o fluído a se mover e acionar as pastilhas.

O freio a disco é preciso em todas as condições, seja no seco ou no molhado, e por não entrar em contato com o aro, não o desgasta e aumenta a sua vida útil. Além disso, é mais suave e confortável em longas descidas. Com o sistema tradicional, os braços ficam enrijecidos ao tencionar o freio intensamente.

Freio a disco em uma bicicleta de nossa loja

Freio a disco em uma bicicleta de nossa loja

Por outro lado, sua manutenção é mais cara e complexa. Apesar disso, muitos ciclistas profissionais se empolgam com essa tecnologia.

“Eu testo algumas bicicletas com freio a disco e a tecnologia é fantástica. Vai muito bem na chuva, especialmente, e é mais seguro e estável. Você pode frear em qualquer lugar”, afirmou o italiano Daniel Oss, da Bora-Hansgrohe, para a GCN.

“Eu andei [com freio a disco] nas últimas duas provas do Paris-Roubaix e amei. É muito bom. Eu pensava que muitas pessoas ficavam com medo de parar a roda completamente, mas, na verdade, o freio é mais suave. É mais fácil de frear rapidamente”, disse o canadense Antoine Duchesne, da equipe Groupama-FDJ.

Freio para bicicleta a disco em uma bicicleta na loja

Freio a disco em uma bicicleta de nossa loja

Teste

Com duas bicicletas similares, mas com freios diferentes, a GCN foi até as ruas para testar e tirar a provar sobre qual é o melhor. Ambos foram bem em uma pista em bom estado, mas o freio a disco levou vantagem em condições adversas, como no molhado e com cascalho. Veja o resultado abaixo.

Freio a disco x Freio tradicional

Asfalto seco (em bom estado)
Velocidade: 40 km/h
Resultado: Mesma distância para parar

Asfalto seco (com cascalho)
Velocidade: 40 km/h
Resultado: Freio a disco parou 2 metros antes

Asfalto molhado (em mau estado)
Velocidade: 40 km/h
Resultado: Freio a disco parou 3 metros antes

Asfalto muito molhado
Velocidade: 40 km/h
Resultado: Freio a disco parou 7 metros antes

Os números comprovaram que, em boas condições, ambos são eficientes. No entanto, o freio a disco, de fato, é bem melhor em um terreno molhado, em longas descidas e tem uma ligeira vantagem em um asfalto com cascalho. Essa tecnologia aparece como um caminho sem volta. Em um futuro breve, muito provavelmente todas as bicicletas de estrada terão freio a disco.

Selim ideal para bicicleta: Veja cinco dicas para escolher o melhor para você

Selim ideal para bicicleta: Veja cinco dicas para escolher o melhor para você

Uma das perguntas que mais ouvimos em nossa loja é sobre qual o selim ideal. Seja você um ciclista profissional ou amador, esse tema terá sempre uma importância valiosa durante as suas pedaladas, pois usar um inadequado poderá fazer com que a sua experiência não seja positiva.

A escolha não é fácil. É, antes de tudo, uma opção muito pessoal. Varia drasticamente de um ciclista para outro e é determinado por uma série de fatores, como modalidade, sexo, diferenças anatômicas, entre outros.

Há muitas variáveis que influenciam no conforto do selim. Vai do tamanho ao formato, do posicionamento à altura e até a flexibilidade do ciclista. Com um selim fora do seu padrão ou montado de forma errada, o ciclista pode sofrer com dores em diversas partes do corpo, como na lombar, no quadril e no joelho.

“As duas coisas mais importantes quando você vai comprar um selim é ver o tamanho correto e escolher um para a modalidade que você vai praticar”, disse Jeff Kerkove, chefe de marketing e experiência do cliente na Ergon, em entrevista para o site da revista norte-americana Bicycling.

Selim ideal para bicicleta de estrada, preto e vazado, da Controltech, visto por cima e de lado

Selim Falcon, da Controltech, feito para bicicleta de estrada

Veja a seguir cinco dicas para escolher o selim ideal para você pedalar.

1: Formato e tamanho do selim ideal

Há, hoje em dia, uma grande variedade de formatos de selim no mercado. Quanto mais vertical for a sua posição de pedalar, é indicado um selim mais curvo e almofadado, como ressalta a revista britânica Cycling Weekly. Se você pedalar de forma mais agressiva, é melhor optar por um selim estreito e plano.

Sobre o tamanho, o selim deve ser em torno de 2 cm mais largo em relação aos ísquios, ossos que ficam na zona inferior da pélvis e que apoiam o corpo enquanto sentado.

2: Selim por modalidade

Para cada modalidade há um tipo de selim mais indicado. E isso deve ser respeitado. O usado em situações como da prova Paris-Roubaix, por exemplo, é bem diferente daqueles indicados para lazer.

  • Bicicleta urbana: Tendo em mente que o percurso será relativamente curto e não será necessário impor uma grande velocidade, recomenda-se selins mais macios ou com amortecedores e uma ponta mais curta para proporcionar um maior conforto. Sua posição bem vertical na bicicleta indica que grande parte do seu peso estará diretamente no selim.
  • Bicicleta de estrada: Normalmente, os selins têm formato em V e são mais lisos e estreitos, para evitar atrito com a parte interior das coxas e permitir que o ciclista faça movimentos por completo.
  • Mountain bike: Geralmente, um selim dessa modalidade possui uma camada de preenchimento acima, seja de gel, espuma ou outro material, para garantir um bom conforto. Os selins têm uma forma semelhante: estreita na frente e mais larga na parte de trás. São feitos, normalmente, de materiais mais duráveis. Há quem prefira os vazados, desenvolvidos para reduzir a pressão nas veias e nos nervos mais sensíveis.
  • Triatlo: Os triatletas passam muito tempo pedalando na ponta do selim, em uma posição bem horizontal. Por isso, geralmente, preferem um estreito, plano e com “nariz” longo.
Selim ideal para triatlo feito pela Fizik, em preto e branco, com nome da marca nos dois lados

Selim para triatlo feito pela Fizik

3: Acolchoado não significa que é o selim ideal

Muitas pessoas podem achar que quanto mais acolchoado o selim, mais confortável será. Porém, nem sempre é bem assim. É importante ressaltar que profissionais que pedalam muitas horas por dia geralmente usam selim de carbono, com um couro sintético bem fino.

Isso porque se você pedalar por muito tempo, o selim acolchoado começa a se deformar, o que pode causar desconforto e dores. É importante ficar atento se o seu selim acolchoado já não está deformado.

4: Mulheres e homens têm necessidades diferentes

Muitas pessoas podem não saber, mas, sim, existem diferenças entre o selim feminino e masculino. As mulheres têm quadril mais largo e os ísquios são mais distantes em comparação com os homens. Com isso, os selins para mulheres geralmente são mais largos e possuem uma ponta mais curta.

Selim preto da Selle Royal, feito para mulheres, com detalhe em bege no meio

Selim desenvolvido pela Selle Royal para mulheres

5: Bike Fit para chegar ao selim ideal

Um selim que é ótimo para uma pessoa, pode não ser bom para você. Depende de características anatômicas e funcionais, modalidade e do seu posicionamento na bicicleta.

“Todo corpo é diferente. Tudo se resume a montar o selim para o seu tipo de pilotagem”, afirmou Kerkove para a Bicycle.

O Bike Fit, serviço oferecido pela Bicicletaria Faria Lima, foi desenvolvido para ajustar o modelo ideal de bicicleta. Do quadro ao selim, o Bike Fit realiza testes com tecnologia de primeira linha e profissionais especializados no assunto.

Bike Fit exposto na loja da Bicicletaria Faria Lima

O Bike Fit realiza testes para chegar ao modelo ideal de bicicleta, incluindo o selim