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Murilo Fischer Limited Edition: a personificação de um dos maiores ciclistas do Brasil

Murilo Fischer Limited Edition: a personificação de um dos maiores ciclistas do Brasil

Murilo Fischer tem mais de 20 anos de experiência no ciclismo, sendo 13 como profissional, disputou cinco Olimpíadas, esteve presente nos três principais campeonatos (Tour de France, Giro d’Italia e Vuelta a España) e ganhou diversos títulos, como o Mundial e o Campeonato Brasileiro de Estrada. Tudo isso, agora, está personificado em uma bicicleta: Murilo Fischer Limited Edition.

O lançamento da nova bike da Soul Cycles aconteceu na última quinta-feira (13), em um evento realizado na loja da Bicicletaria Faria Lima. Murilo Fischer esteve presente para apresentar a novidade ao lado do presidente da marca, André Maior, e o seu sócio, João Paulo Diniz.

Murilo Fischer reuniu o que há de melhor no ciclismo de estrada para produzir a bicicleta e usou toda a sua experiência vivida no esporte para atingir um nível de excelência. O resultado? “Uma obra de arte”, disse ele.

Detalhes do garfo e do quadro da nova bicicleta da Soul Cycles, Murilo Fischer Limited Edition

A nova bicicleta da Soul, Murilo Fischer Limited Edition, pesa menos que 6 kg

Uma bicicleta com a alma de Murilo Fischer

Murilo Fischer começou a pedalar com 15 anos e se tornou um dos ciclistas mais importantes que o Brasil já teve. Ele passou por equipes internacionais e é o único brasileiro a ter completado o Tour de France por três vezes e o Giro d’Italia, por quatro. Toda essa paixão pelo esporte foi transportada para a nova bicicleta.

“Ela tem a minha personalidade, uma ligação comigo, detalhes da minha carreira. É uma bike prazerosa. Eu coloquei nela todo o amor que tenho pelo ciclismo. Tem a minha alma e foi feita para quem ama ciclismo. Eu gostaria que quem a comprasse, sentisse o mesmo prazer de pedalar como eu a desenvolvi”, disse o ex-ciclista.

Duas bicicletas Murilo Fischer Limited Edition expostas em nossa loja

A bicicleta Murilo Fischer Limited Edition durante o evento de lançamento

Murilo Fischer se aposentou em 2016, depois da Olimpíada do Rio de Janeiro, e hoje exerce importante papel no grupo de desenvolvimento das bicicletas da Soul. A Limited Edition, aliás, foi toda pensada por ele. Entre os primeiros rabiscos e a finalização, o processo de produção da bicicleta durou um ano e meio.

“Eu que escolhi os componentes, os detalhes, participei da montagem, da pintura. Botei a mão na massa. Fiz questão de participar de tudo, desde o fazer até o organizar, escolher os materiais. Queria transmitir esse amor que tenho por bicicleta para a pessoa que irá usá-la”, afirmou ele.

Bicicleta pendurada na parede com destaque para as rodas Lightweight

A bicicleta é equipada com rodas Lightweight

A Limited Edition foi desenvolvida nos mínimos detalhes, muito por causa de Murilo Fischer, cuidadoso ao extremo na escolha dos componentes e no design, exatamente como era em seus tempos de profissional, como contou o presidente da Soul, André Maior.

“Demos total liberdade para ele. Queríamos que ele se identificasse com o produto. Uma coisa que me chamou a atenção é que o Murilo é muito detalhista. E era isso que eu queria. A Soul não nasceu para ser a maior marca nacional, mas insisto em dizer que queremos ser a melhor. Esse é o nosso objetivo. Estou muito orgulhoso e satisfeito com o resultado que estamos tendo”, disse.

O quadro da nova bicicleta da Soul Cycles, Murilo Fischer Limited Edition, visto em um ambiente escuro

O quadro da bicicleta visto em um ambiente escuro

Os melhores componentes

Para representar um dos maiores ciclistas do Brasil, a bicicleta teria que receber os melhores componentes, possuir um design exclusivo e ser especial – ou limitada, como é o caso. Dessa forma, foram produzidas apenas dez unidades. O preço? R$ 49,900.

A bicicleta pesa apenas 5,9 kg (a mais leve da Soul), é equipada com rodas Lightweight (indubitavelmente, as melhores do mundo) e possui grupo da marca Sram sem fio, selim da Selle Italia de 60 gramas (o normal pesa 200 gramas) e mesa Controltech. O quadro é feito de carbono.

Detalhe da corrente da bicicleta Murilo Fischer Limited Edition

O processo de desenvolvimento da bicicleta demorou um ano e meio

“A gente conseguiu juntar tudo isso e fazer essa bicicleta com menos de 6 kg com peças comerciais. Tem o melhor do que existe no ciclismo de estrada. É leve, rígida, para extrema performance. Ficou tudo dentro do nosso objetivo”, afirmou.

A pintura da bicicleta possui vários detalhes. No quadro, por exemplo, ela tem os anos em que Murilo Fischer participou das Olimpíadas (Sydney-2000, Atenas-2004, Pequim-2008, Londres-2012 e Rio-2016). O ex-ciclista citou ainda a “cor camaleão”. No escuro, o verde ganha um destaque surpreendente.

Os anos em que Murilo Fischer participou das Olimpíadas estão pintados no quadro da nova bicicleta

Os anos em que Murilo Fischer participou das Olimpíadas

“É uma combinação bem bacana e moderna e são cores que chamam atenção na estrada. Tem um azul que a gente não consegue enxergar de longe, mas, chegando perto, você percebe. Os anos das Olimpíadas ganham um brilho diferente no sol. É show”, disse.

A missão de oferecer uma bicicleta única, inspirada em uma carreira de muito sucesso como a de Murilo Fischer, foi cumprida. E o ex-ciclista sabe bem disso. “Para mim, depois de tantos anos no ciclismo, eu considero como a minha primeira vitória nessa nova fase”.

Murilo Fischer concede entrevista durante o evento de lançamento da Soul Limited Edition

Murilo Fischer concede entrevista durante o evento

Training Camp 2018 na região da Serra da Mantiqueira

Training Camp 2018 na região da Serra da Mantiqueira

O Training Camp 2018 na região da Serra da Mantiqueira, realizado pela Bicicletaria Faria Lima em parceria com Bushido Treinamento Esportivo e Limiar Assessoria Esportiva, acontece entre os dias 15 e 17 de junho. O evento terá seu percurso em trechos do L’Étape Brasil, com um grupo intermediário e outro avançado. Confira abaixo mais informações. Contamos com a sua participação!


 

Valor do Training Camp

Valor: R$ 300, com pagamento na loja da Bicicletaria Faria Lima.
Hospedagem: Pagamento do pacote com a própria pousada.


Opção de hospedagem

Pacote de sexta-feira (15) a domingo (17)

Pousada Pinhalense

Quarto duplo: R$ 500,00.
Quarto triplo (uma cama de solteiro e uma queen): R$ 600,00
Quarto quádruplo (duas camas de solteiro e uma queen): R$ 700,00.
*Para cada quarto, será necessário efetuar o depósito de 50% do valor total para confirmação da reserva. O restante deverá ser pago na própria pousada, em dinheiro ou débito.

Pousada Pinhalense
Rua Mario Tavares, 335, Santo Antônio do Pinhal
Telefones para contato: (12) 3666 1804 / (12) 9 8887 6280
E-mail: pousadapinhalense@hotmail.com
Site: http://www.pousadapinhalense.com/pt-br



Bicicletaria Faria Lima

Av. Brg. Faria Lima, 2744 – Jardim Paulistano, São Paulo – SP
Telefone: (11) 3030 4500

Frio, lodo, dor e chegada triunfal: a experiência de Fábio Miyake no Paris-Roubaix

Frio, lodo, dor e chegada triunfal: a experiência de Fábio Miyake no Paris-Roubaix

Paris-Roubaix é uma das provas mais conhecidas do ciclismo. Disputada desde 1896, é considerada a “Rainha das Clássicas”. Já quem participa do evento prefere usar as alcunhas “O Inferno do Norte” e “Um Domingo no Inferno”, termos utilizados para descrever o percurso depois da Primeira Guerra Mundial. O professor de educação física Fábio Miyake é um dos que proferem esses dois apelidos.

Miyake, de 43 anos, participou da Paris-Roubaix Challenge, que reúne ciclistas amadores e foi realizada no dia 7 de abril, um dia antes da prova profissional. Após um período de preparação, ele conseguiu completar os 172 km da prova. Mas não foi fácil. A Paris-Roubaix Challenge reserva 29 trechos de estradas de paralelepípedo, totalizando 54 km.

“Esses trechos de paralelepípedo vão se desenvolvendo ao longo do percurso e é bem desconfortável. A vibração é muito forte, as pernas e o pulso começam a doer. O corpo absorve toda essa trepidação. É uma prova muito desgastante. Tive inflamação no tornozelo e na mão”, diz Miyake, que é proprietário e treinador da Bushido Treinamento Esportivo, parceira da Bicicletaria Faria Lima.

Para participar do desafio, ele aumentou a sua rotina de treinos três meses antes de viajar. Passou a pedalar em caminhos mais longos, como na Estrada dos Romeiros, em Itu, São Paulo, num percurso de 150 km. Também começou a pedalar em terrenos irregulares, para se acostumar com a trepidação.

Fábio Miyake aponta para o seu nome em um banner da prova de ciclismo Paris-Roubaix

Fábio Miyake aponta para o seu nome em um banner da prova Paris-Roubaix

As dificuldades de Paris-Roubaix

O paralelepípedo e o trajeto desgastante de 172 km não são os únicos desafios. A Floresta de Arenberg reserva, para ele, o maior obstáculo.

“Esse é o trecho mais difícil. O local era uma mina, que foi desativada, e a estrada foi deteriorada. É uma floresta que fica fechada durante o ano. Tem lodo, então é bem difícil passar por ali. Pessoas que não têm muita experiência caem. Até os ciclistas profissionais têm dificuldades”, conta.

Como se não bastasse, Miyake ainda teve que encarar o frio. “A temperatura chegou a seis graus. Tem que estar bem agasalhado e ir com os equipamentos para suportar o frio, até porque venta muito forte”, afirma.

Ao longo do percurso, muitas bicicletas quebram. Pneus furados também são bem comuns, especialmente por causa do paralelepípedo. Miyake usou uma 3R3, da Soul, que aguentou firme o trajeto inteiro. “Minha bike não teve problema algum”, diz.

Fábio Miyake tira uma foto em frente a uma placa que indica um dos trajetos da Paris-Roubaix, na Floresta de Arenberg

Fábio Miyake em frente a uma placa que indica um dos trajetos da Paris-Roubaix, na Floresta de Arenberg

O clima amigável de Paris-Roubaix

De acordo com a organização, a prova deste ano bateu um recorde de inscritos: 6 mil. Desses, 5.400 terminaram o desafio, que tinha outros dois percursos: 70 km e 145 km. Não importava, porém, quem chegaria em primeiro.

“O clima não é de competição, mas, sim, de confraternização e superação. Todos queriam fazer os trechos bem. É contra você mesmo. Muitos paravam para filmar, tirar fotos. Não tinha final cronometrado. Eu queria desbravar”, diz Miyake, que terminou o desafio em seis horas, aproximadamente.

Na chegada, seu filho e sua namorada, mais um casal de amigos que saiu de Paris para vê-lo, o esperavam no Velódromo de Roubaix. Para ele, o momento mais especial da aventura. “Para quem pedala, chegar no Velódromo de Roubaix é mítico. As pessoas fotografando, todo mundo muito feliz. É uma experiência única”, afirma Miyake, que já pensa em Paris-Roubaix 2019.

Fábio Miyake mostra a sua bicicleta Soul na chegada da prova Paris-Roubaix, no Velódromo de Roubaix, enquanto outros ciclistas cruzam a linha final

Fábio Miyake mostra a sua bicicleta Soul na chegada da prova Paris-Roubaix, no Velódromo de Roubaix