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Bom mecanismo de tração da bicicleta pode significar segundos preciosos

Bom mecanismo de tração da bicicleta pode significar segundos preciosos

O mecanismo de tração da bicicleta pode passar despercebido para muitos, mas é um componente muito importante para quem busca a mais alta performance e participa de competições. O uso de um bom sistema pode ser um diferencial para a vitória.

Um dos principais especialistas técnicos de ciclismo do Brasil, Johnny Lin concedeu uma entrevista para o canal MTB90 para falar sobre o assunto (veja aqui). Ele levou três modelos de cubo da marca DT Swiss para mostrar o mecanismo de tração da bicicleta: um deles com ratchet de 18 dentes, um de 36 e outro de 54. Veja o funcionamento do ratchet no vídeo abaixo.

O mecânico da Bicicletaria Faria Lima ressaltou que quanto mais dentes o sistema tiver, melhor será o seu desempenho, já que a resposta na retomada da pedalada será muito mais rápida.

“Quando você parar numa subida e então for retomar, o que tiver menos dentes pode até perder a tração por conta disso porque terá aquele delay [atraso] perto de 20 graus, onde o pé de vela vai ter que movimentar até tracionar no próximo dente”, disse Lin no estúdio do MTB90.

“Já no que tem mais dentes [o de 54], você não perde quase nunca, tem uma resposta imediata. Você parou de pedalar, ele já volta a tracionar. A movimentação é mínima até encaixar no próximo dente”, afirmou.

De acordo com Lin, o mecanismo de tração da bicicleta de 54 dentes tem seis graus de recuo e apenas um milímetro de distância entre os dentes, enquanto o de 18 é equivalente a 20 graus e a distância é de 3,07 milímetros, o que faz com que o ciclista volte muito no pedal até engatar no próximo dente, gerando, assim, um atraso na reposta.

A importância do mecanismo de tração da bicicleta

A escolha do tipo do mecanismo depende do propósito do ciclista. Um de 54 dentes, por exemplo, é recomendado para quem quer ter o máximo desempenho.

Johnny Lin em sua oficina na Bicicletaria Faria Lima testa rolamento de cerâmica em uma bicicleta

Johnny Lin, um dos principais especialistas técnicos de ciclismo do Brasil

“Para quem procura performance, qualquer milésimo de segundo pode significar o segundo lugar. Tem que ficar atento aos mínimos detalhes. Numa arrancada final, numa disputa ombro a ombro, isso pode fazer uma diferença”, disse Lin.

Hoje em dia, há diversos modelos de cubos e tipos de engrenagem para tração da bicicleta, permitindo, assim, muitas possibilidades na hora de montar a sua bike.

“Atualmente o estudo é muito aprofundado e com base científica. Não tem ‘eu acho’. É a tecnologia a favor dos atletas, a favor do aprimoramento, do pedalar, de quem busca a ponta, quem procura performance”, afirmou Lin.

Rolamento de cerâmica ajuda ciclista a obter melhor rendimento

Rolamento de cerâmica ajuda ciclista a obter melhor rendimento

O rolamento de cerâmica virou o desejo de muitos ciclistas, pois esse componente é mais um grande passo da evolução da tecnologia nas bicicletas. Johnny Lin, um dos principais especialistas técnicos de ciclismo do Brasil, é prova disso.

O mecânico da Bicicletaria Faria Lima concedeu uma entrevista (clique aqui para ver o programa completo) para o canal MTB90 e ressaltou que o rolamento de cerâmica é uma grande vantagem para quem procura atingir o nível máximo de rendimento no esporte.

“Hoje o pessoal traz a tecnologia de Fórmula 1 e até de espaçonave para as bicicletas. Exemplos disso são a cerâmica e o carbono. O rolamento de cerâmica é para alta performance e faz uma excelente diferença”, disse Lin.

O máximo rendimento do rolamento de cerâmica

O especialista citou os três tipos de rolamentos da marca Enduro: o híbrido, que é de metal com cerâmica; o “zero”, que possui um tratamento no corpo, cor diferente e é feito com nitreto para dar um pouco mais de durabilidade contra corrosão; e o XD-15, que tem uma tecnologia que Lin define como “pau para toda obra”.

Esse último é o mais recente. De acordo com o importador, o XD-15 oferece garantia vitalícia para o primeiro dono. Ele possui um tratamento superespecial com infusão de nitreto e nitrogênio. O corpo onde as esferas rolam são contra ferrugem.

No programa do MTB90, Lin fez uma demonstração no movimento central para mostrar a diferença de se pedalar com um rolamento de cerâmica e um tradicional. A diferença, de fato, foi grande.

Com o convencional, o movimento central deu pouco mais de meia-volta e parou de se movimentar em quatro segundos. Já com o rolamento de cerâmica, deu quase uma volta inteira e ficou em ação por muito mais tempo: 39 segundos.

“Enquanto seu oponente está fazendo força [pedalando], você salva watts preciosíssimos [com rolamento de cerâmica], são segundos preciosos”, afirmou Lin. De acordo com ele, é possível deixar o componente ainda mais poderoso.

Rolamento de cerâmica XD-15, da Enduro, desmontado, mostrando cada componente da peça

Este é o rolamento de cerâmica XD-15, da Enduro

“Tem alguns profissionais que usam rolamento de cerâmica. Tem retentor dos dois lados e alguns chegam a tirar um dos retentores e ficam só com o externo para não entrar sujeira e diminuir o atrito. É impressionante. E ainda utilizam, em vez de graxa, óleo. Isso é para ultra-performance”, disse Lin.

Segundo o especialista da Bicicletaria Faria Lima, passar graxa em um terço do rolamento já é o suficiente para um bom rendimento. Para atingir um nível acima, recomenda-se óleo a base de teflon.

Cuidados e durabilidade

Para se obter o máximo que o rolamento de cerâmica pode oferecer, é importante ter cuidados, como ressalta Lin. “Depois de uma prova com lama ou chuva, é recomendado desmontar, limpar o rolamento e aplicar graxa novamente. Não dá para continuar andando com a bicicleta depois de uma chuva ou lama, porque destrói o rolamento”, afirmou.

Com uma boa manutenção, a durabilidade aumenta. “Se a pessoa tiver o cuidado de levar [a bicicleta] para a oficina depois da prova, dura bastante, tem uma durabilidade bem longa. Se não tiver cuidados, vai danificar como qualquer rolamento convencional”, disse Lin.

Pressão dos pneus da bicicleta: acerte para ter a melhor performance

Pressão dos pneus da bicicleta: acerte para ter a melhor performance

Ter a correta pressão dos pneus da bicicleta é algo muito importante para se chegar à melhor performance possível, seja na estrada como no triatlo ou em qualquer outra modalidade do ciclismo. Esse fator é, muitas vezes, negligenciado, prejudicando, assim, a sua experiência.

Ao atingir o ponto ideal da pressão dos pneus da bicicleta, o ciclista terá todo o conforto necessário para pedalar. A calibragem adequada permite que você pedale com maior segurança, mais rápido e de forma suave, evitando, assim, os quiques e a perda de tração. A sua bike irá absorver melhor as irregularidades do terreno.

“Verifique a pressão dos pneus da bicicleta regularmente. Cheque antes de cada viagem ou pelo menos uma vez por semana. Se você não fizer isso, a calibragem provavelmente estará errada na maior parte do tempo em que você estiver pedalando”, aconselha a revista “Bicycling“.

Ciclista para de pedalar para mostrar a correta pressão dos pneus da bicicleta

Pressão dos pneus da bicicleta deve ser checada regularmente

Psi e a correta pressão dos pneus da bicicleta

Psi é a forma abreviada do inglês pound force per square inch, ou libra-força por polegada quadrada. Trata-se da unidade de medida padrão nos Estados Unidos e é também a mais utilizada no Brasil quando o assunto é pressão dos pneus da bicicleta.

É fundamental que a calibragem respeite a máxima pressão recomendada pelo fabricante. Essa informação está, normalmente, na banda lateral do pneu – por isso, é importante ter um aferidor. Porém, você não deve atingir, necessariamente, esse número.

“Mais nem sempre é melhor. A pressão máxima listada na banda lateral é geralmente muito alta. Além disso, ela não leva em conta nenhum fator que influencia a pressão do pneu”, diz a “Bicycling”.

Na hora de calibrar, considere alguns fatores, como o tipo e o tamanho do pneu: os mais estreitos necessitam de uma pressão maior em relação aos mais largos, por exemplo.

Pneu de uma bicicleta exposta na loja da Bicicletaria Faria Lima

Os pneus mais estreitos necessitam de uma pressão maior em relação aos mais largos

O peso do ciclista também deve ser lembrado: quanto mais pesado, maior a pressão. De acordo com a “Bicycling”, se um ciclista de 75 kg usa 100 psi em sua bicicleta de estrada, um de 90 kg deve colocar em torno de 120 psi de pressão em seus pneus, enquanto um de 60 kg deve pôr algo em torno de 80 psi – nas mountain bikes, é mais comum se usar entre 35 e 65 psi.

A modalidade que você vai praticar e as condições do terreno são outros dois fatores a serem considerados no momento da calibragem. Em um pavimento novo, os pneus podem se sair bem com 100 psi, mas em uma estrada difícil, talvez seja melhor andar com 90 psi.

A marca “Vittoria” disponibiliza uma ferramenta em que é possível calcular a melhor pressão dos pneus que você usará. É possível acessá-la tanto pelo site da empresa (aqui) como baixar um aplicativo pelo celular.

Detalhe do pneu de uma bicicleta exposta na loja da Bicicletaria Faria Lima

Quanto mais cheio o pneu estiver, mais rápido ele andará

Nem murcho nem muita pressão

Deve-se levar em conta que um pneu muito murcho estará mais propenso a furar e a ter o que no meio ciclístico é mais conhecido como “snake bite” (mordida de cobra, na tradução livre), que é o furo duplo na câmara de ar causado pelo impacto do aro contra a câmara. Por outro lado, o excesso de pressão dos pneus da bicicleta faz com que a bike perca contato com o solo em curvas e em trechos irregulares, podendo causar um acidente.

Quanto mais cheio o pneu estiver, mais rápido ele andará. Entretanto, perderá aderência e deixará o ciclista mais desconfortável. Em contrapartida, quanto mais vazio, mais devagar você conseguirá pedalar e o pneu pode até sair do aro em curvas. Portanto, é importante ficar atento a esses detalhes.

Equilíbrio

Simplesmente inflar os pneus dianteiros e traseiros de forma idêntica é um erro. O fundamental é encontrar um equilíbrio, porque o peso que você coloca na parte frontal da bicicleta não é o mesmo que se põe atrás.

Portanto, esteja sempre atento a esse fator e faça testes para chegar à melhor conclusão, pois cada um possui um estilo diferente e preferido de pedalar.

Seguro para bicicleta é bom investimento contra roubos e acidentes

Seguro para bicicleta é bom investimento contra roubos e acidentes

Para muitos, a bicicleta significa mais do que um simples meio de transporte alternativo. É também a principal companheira para as aventuras e a parceira para o lazer nos fins de semana. Com tantos propósitos, uma dúvida paira na cabeça de quem pedala: devo fazer um seguro para bicicleta? Números sugerem que sim.

Usar a bike como meio de transporte está mais comum no Brasil. Dados divulgados pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) e pelo IBGE e publicados pelo site “Pequenas Empresas e Grandes Negócios”, em 2017, indicaram que a circulação de bikes no país já é maior do que de carros: 70 milhões contra 50 milhões. Com isso, aumentou o número de roubos.

De acordo com um levantamento feito pela TV Globo, os casos de roubo de bicicletas no Estado de São Paulo subiram de 2.206 em 2016 para 2.320 em 2017 (aumento de 5,1%). Na capital paulista, o crescimento foi maior: de 399 em 2016, passou para 573 no ano passado (aumento de 43,6%).

Diante desse cenário, o seguro para bicicleta se popularizou no país e é, hoje, uma grande solução para se proteger. Entre 2012 e 2014, por exemplo, o registro de seguro para bike triplicou: de 350 unidades, chegou a 1,2 mil, segundo o Sindicato dos Corretores do Estado de São Paulo (Sincor) – o blog entrou em contato com o sindicato para obter números atualizados, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Ciclista com seguro para bicicleta pedala pela ciclovia da Av. Brg. Faria Lima, em São Paulo

Usar a bike como meio de transporte está mais comum no Brasil

Como fazer um seguro para bicicleta

Marcelo Ramos, sócio da Da Veiga & Higuchi Corretora de Seguros, parceira da Bicicletaria Faria Lima, é prova desse crescimento. Ele diz que a procura por seguro para bicicleta tem aumentado. De acordo com ele, a grande maioria das pessoas o procura justamente por causa da preocupação com roubos.

“Recebemos solicitações constantes de orçamento para seguro de bicicleta. Isso está crescendo. Posso dizer que 95% das pessoas querem o seguro por preocupação com o roubo. As pessoas ficam com medo, ainda mais em uma cidade como São Paulo”, disse Ramos, que ressaltou que, desde que começou a trabalhar nesse ramo, no fim de 2015, não teve nenhum caso de roubo registrado até hoje.

Fazer um seguro para bicicleta é fácil. A Da Veiga & Higuchi Corretora de Seguros oferece dois tipos diferentes de proteção: um mais enxuto, em que a pessoa deve contratar também o seguro da residência, e outro que é exclusivo para bicicleta.

Dois ciclistas carregam suas bicicletas no ombro em uma estrada de terra

Seguro exclusivo para bicicleta cobre dano parcial ou total por acidente

No primeiro caso, só se cobre o roubo e o furto qualificado dentro da residência. Já a outra alternativa é mais completa: cobre também dano parcial ou total por acidente, em transporte (desde que a bicicleta esteja sendo devidamente transportada em equipamentos específicos para tal uso) e a terceiros.

O procedimento para contratação é bem prático, pois não é preciso fazer vistoria. Quando a bike está atrelada ao seguro residencial, é importante que se tenha um documento comprobatório do bem, uma vez que sua apresentação é indispensável se houver algum sinistro.

No seguro exclusivo, se faz necessário tirar três fotos de partes específicas da bicicleta. Em uma delas deverá constar um código que é gerado pela própria seguradora antes da contratação.

Independentemente da escolha, há uma franquia, semelhante aos seguros de carro. Uma das seguradoras, inclusive, limita o valor dessa franquia a R$ 2.800, o que é um diferencial no mercado para quem possui bicicleta com preço elevado.

Ciclista enche o pneu da sua bicicleta no acostamento de uma estrada

Valor do seguro para bicicleta depende do perfil da pessoa, o valor da bike e de quantas vezes ela é utilizada por semana

Segundo Ramos, o custo do seguro varia muito. Depende, em geral, do perfil da pessoa, o valor da bike e de quantas vezes ela é utilizada por semana. A proteção para uma bicicleta de R$ 2.500 sai por volta de R$ 300, dependendo, claro, dos fatores mencionados.

Ramos destaca que uma das grandes novidades é o fato de a seguradora cobrir eventuais furtos qualificados da bicicleta enquanto ela está guardada no carro. “Você vai à padaria e, quando volta, vê o seu carro arrebentado e sem a bike. Antes, isso não tinha cobertura. Agora, passou a ter”, afirmou.

Triatletas e ciclistas de estrada são os que mais procuram seguro para bicicleta, já que ficam mais expostos por causa de suas viagens e pedais longos. Apesar disso, Ramos recomenda a proteção para todo o público que possui uma bicicleta com valor superior a R$ 2 mil, o mínimo exigido para fazer um seguro.

“Trata-se de uma proteção do seu bem caso algo inesperado aconteça. É a defesa do seu patrimônio. Por um valor pequeno que você investe no seguro, você tem a chance de repor esse seu bem, ou pelo menos a maior parte dele”, disse.

Pedalar no frio: veja dicas para encarar as baixas temperaturas com sua bicicleta

Pedalar no frio: veja dicas para encarar as baixas temperaturas com sua bicicleta

Pedalar no frio, para muitos, é como enfrentar uma estrada cheia de pregos. O clima gelado desanima, o vento “corta” o rosto e o corpo parece não responder subitamente aos seus comandos. Porém, há boas maneiras de amenizar as influências do tempo e curtir a pedalada com a sua bicicleta ao máximo.

Separamos, abaixo, algumas dicas para você que quer pedalar no frio com mais conforto e segurança. Levamos em consideração temperaturas entre 6º e 14º. Se estiver em um local com um clima mais gelado, é bom reforçar a proteção.

Vestuário para pedalar no frio

A roupa é o fator mais importante quando o assunto é pedalar no frio. Apesar de parecer algo complexo, é um tanto quanto simples. Muitas pessoas imaginam ser preciso usar blusas grossas e agasalhos impermeáveis de última geração. Isso pode ser necessário quando se encara neve ou um clima extremamente gelado, abaixo de zero.

Pedalar no frio: três ciclistas enfrentam o clima gelado durante o Trans-Siberian

Ciclistas enfrentam o frio na prova Trans-Siberian, na Rússia (Foto: Denis Klero/Red Bull Content Pool)

Em um frio mais ameno, esse tipo de roupa, conforme indica um artigo da revista “Cycling Weekly”, fará com que o ciclista transpire muito. O suor, então, umedece a roupa e a deixa molhada, causando, assim, um grande desconforto. Portanto, indica-se, no geral, usar várias camadas de vestuário específico para ciclismo.

Camiseta dry fit, que consegue absorver o suor, jaqueta leve feita exclusivamente para ciclista e colete corta-vento despontam como uma ótima combinação para pedalar no frio. Manguitos e pernitos também são excelentes alternativas. Há quem prefira usar calças produzidas especialmente para ciclistas e a bermuda por cima. Os pernitos, no entanto, oferecem maior versatilidade.

Luvas, óculos, balaclava…

Além da roupa, há vários outros acessórios que é possível utilizar para pedalar no frio. Óculos, por exemplo, evitam que os olhos fiquem úmidos por causa do vento gelado. Toucas e até mesmo balaclavas ajudam a proteger a cabeça. Bandanas costumam ser utilizadas para proteger o pescoço. Alguns ciclistas a levantam até a boca para que o rosto fique bem aquecido.

Luvas são uma parte importante, pois as extremidades do corpo são as áreas mais suscetíveis a esfriar primeiro. Uma boa dica são as luvas de dedos longos, usadas no mountain bike. Para os pés, muitos utilizam “overshoes”, uma espécie de botinha que é colocada sobre as sapatilhas e faz a ligação dos pés com as pernas, sem deixar que entre o vento gelado.

O ciclista Mixirica com óculos, balaclava e capacete para pedalar no frio

Balaclava e óculos são importantes para pedalar no frio (Foto: Pavel Sukhorukov / Red Bull Content Pool)

Aquecimento para pedalar no frio

O aquecimento é importante antes de qualquer pedalada, e é ainda mais no inverno, já que o seu corpo está bem frio. “Forçar cedo demais fará com que o começo do seu passeio não seja legal, e esse será o tom do resto do percurso”, disse Kendra Wenzel, técnica de ciclismo e autora do livro “Bike Racing 101”, em entrevista para a revista “Bicycling”.

No frio, é comum sentir as pernas mais pesadas e dores. Além disso, o risco de sofrer lesões aumenta. De acordo com Kendra, é necessário um aquecimento de 15 a 20 minutos, pelo menos, pois músculos bem aquecidos funcionam melhor. Dependendo da idade do ciclista e do tipo de pedal, pode ser preciso um período maior de treino.

Alimentação

Em baixas temperaturas, o corpo gasta energia tanto para pedalar como para manter-se aquecido. Portanto, o esforço é ainda maior. É importante manter uma alimentação bem equilibrada, até mesmo para evitar uma baixa no sistema imunológico. Frutas, como banana, barra de cereal e gel de carboidrato são boas opções.

Além disso, é preciso ficar sempre atento com a hidratação. No frio, muitas pessoas se esquecem de tomar água, o que prejudica o seu rendimento e a sua recuperação. Lembre-se de levar garrafinhas em sua bicicleta para pedalar no frio.

É importante manter uma alimentação bem equilibrada (Foto: Denis Klero/Red Bull Content Pool)

Atenção com a bicicleta

A bicicleta deve estar sempre em boas condições, mas ainda mais no inverno. Com o frio, é normal que os cabos se contraiam e afetem o ajuste dos câmbios. Em um artigo, a “Cycling Weekly” ressalta a importância de dar uma atenção especial às peças móveis, como a corrente, por exemplo. Mantenha-a sempre bem lubrificada.

A publicação orienta verificar com cautela desgastes nos aros e nos freios, já que o tempo úmido pode prejudicar substancialmente essas áreas. Além disso, lave, sempre que possível, a sujeira acumulada. Fique atento, também, aos pneus. Usar uma pressão mais baixa pode absorver melhor os impactos e evitar dores e dormência nas mãos e pernas, o que é comum no frio.

O ciclista Mixirica (de amarelo) enfrenta a forte chuva durante uma etapa do Trans-Siberian (Foto: Denis Klero/Red Bull Content Pool)

Freio a disco ou tradicional? Escolha o melhor freio para sua bicicleta

Freio a disco ou tradicional? Escolha o melhor freio para sua bicicleta

Freio tradicional ou freio a disco? Esse é um debate clássico quando falamos sobre freio para bicicleta. De um lado, o bom e velho sistema que nunca sai de moda. Do outro, uma tecnologia que caiu nas graças de muitos ciclistas. Mas afinal, qual é o melhor?

A escolha do freio para bicicleta depende do seu propósito com a bike, sua experiência, a própria estética que mais te agrada e o tipo de terreno que você irá encarar, mais ou menos como acontece com o selim. Em um solo molhado ou com lama, por exemplo, um freio a disco provavelmente será a melhor opção. Já para o uso urbano, o tradicional deverá atender bem às suas expectativas.

Veja abaixo os prós e contras de cada sistema e um teste feito pela GCN (Global Cycling Network) que mostra qual é o melhor.

Freio para bicicleta tradicional em uma bike vermelha da Soul exposta na Bicicletaria Faria Lima

Freio tradicional em uma bicicleta da Soul

Freio para bicicleta: vantagens e desvantagens do tradicional

O freio para bicicleta tradicional funciona por meio da pressão das sapatas com o aro. Quando acionadas, elas são pressionadas uma contra a outra para causar um forte atrito e, assim, diminuir a velocidade.

O baixo preço, o peso leve, a fácil manutenção e o mecanismo simples são algumas das vantagens do freio tradicional. Em um terreno seco, não deve nada ao freio a disco. Em contrapartida, o jogo muda em uma pista com lama ou água. Nessa situação, esse sistema tende a ter uma resposta mais lenta.

Freio tradicional da bicicleta 3R3 Force, da Soul

Freio tradicional da bicicleta 3R3 Force, da Soul

Além disso, é necessária uma manutenção regular, pois as sapatas se desgastam e precisam ser substituídas para oferecer o melhor desempenho. Mesmo assim, o freio tradicional continua em alta entre os ciclistas. O britânico Peter Kennaugh, da equipe Bora-Hansgrohe, é um dos que não se empolgam muito em ter um freio a disco.

“A única coisa [melhor] que consigo ver [em relação ao freio a disco] é, talvez, no molhado, onde é muito mais difícil de parar com freios normais, mas todo mundo está usando o freio normal, então todos estão parando na mesma velocidade”, disse Kennaugh em entrevista ao GCN.

Freio para bicicleta tradicional em uma bicicleta da BMC exposta na loja da Bicicletaria Faria Lima

Freio tradicional em uma bicicleta da BMC

Vantagens e desvantagens do freio a disco

Há dois principais tipos de freio a disco: mecânico e hidráulico. Em um artigo, a revista Bicycling explica que, no primeiro, alavancas são presas aos cabos, que ativam a frenagem. No segundo, os cabos são substituídos por fluído hidráulico. Ao frear, a pressão força o fluído a se mover e acionar as pastilhas.

O freio a disco é preciso em todas as condições, seja no seco ou no molhado, e por não entrar em contato com o aro, não o desgasta e aumenta a sua vida útil. Além disso, é mais suave e confortável em longas descidas. Com o sistema tradicional, os braços ficam enrijecidos ao tencionar o freio intensamente.

Freio a disco em uma bicicleta de nossa loja

Freio a disco em uma bicicleta de nossa loja

Por outro lado, sua manutenção é mais cara e complexa. Apesar disso, muitos ciclistas profissionais se empolgam com essa tecnologia.

“Eu testo algumas bicicletas com freio a disco e a tecnologia é fantástica. Vai muito bem na chuva, especialmente, e é mais seguro e estável. Você pode frear em qualquer lugar”, afirmou o italiano Daniel Oss, da Bora-Hansgrohe, para a GCN.

“Eu andei [com freio a disco] nas últimas duas provas do Paris-Roubaix e amei. É muito bom. Eu pensava que muitas pessoas ficavam com medo de parar a roda completamente, mas, na verdade, o freio é mais suave. É mais fácil de frear rapidamente”, disse o canadense Antoine Duchesne, da equipe Groupama-FDJ.

Freio para bicicleta a disco em uma bicicleta na loja

Freio a disco em uma bicicleta de nossa loja

Teste

Com duas bicicletas similares, mas com freios diferentes, a GCN foi até as ruas para testar e tirar a provar sobre qual é o melhor. Ambos foram bem em uma pista em bom estado, mas o freio a disco levou vantagem em condições adversas, como no molhado e com cascalho. Veja o resultado abaixo.

Freio a disco x Freio tradicional

Asfalto seco (em bom estado)
Velocidade: 40 km/h
Resultado: Mesma distância para parar

Asfalto seco (com cascalho)
Velocidade: 40 km/h
Resultado: Freio a disco parou 2 metros antes

Asfalto molhado (em mau estado)
Velocidade: 40 km/h
Resultado: Freio a disco parou 3 metros antes

Asfalto muito molhado
Velocidade: 40 km/h
Resultado: Freio a disco parou 7 metros antes

Os números comprovaram que, em boas condições, ambos são eficientes. No entanto, o freio a disco, de fato, é bem melhor em um terreno molhado, em longas descidas e tem uma ligeira vantagem em um asfalto com cascalho. Essa tecnologia aparece como um caminho sem volta. Em um futuro breve, muito provavelmente todas as bicicletas de estrada terão freio a disco.