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Seguro para bicicleta é bom investimento contra roubos e acidentes

Seguro para bicicleta é bom investimento contra roubos e acidentes

Para muitos, a bicicleta significa mais do que um simples meio de transporte alternativo. É também a principal companheira para as aventuras e a parceira para o lazer nos fins de semana. Com tantos propósitos, uma dúvida paira na cabeça de quem pedala: devo fazer um seguro para bicicleta? Números sugerem que sim.

Usar a bike como meio de transporte está mais comum no Brasil. Dados divulgados pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) e pelo IBGE e publicados pelo site “Pequenas Empresas e Grandes Negócios”, em 2017, indicaram que a circulação de bikes no país já é maior do que de carros: 70 milhões contra 50 milhões. Com isso, aumentou o número de roubos.

De acordo com um levantamento feito pela TV Globo, os casos de roubo de bicicletas no Estado de São Paulo subiram de 2.206 em 2016 para 2.320 em 2017 (aumento de 5,1%). Na capital paulista, o crescimento foi maior: de 399 em 2016, passou para 573 no ano passado (aumento de 43,6%).

Diante desse cenário, o seguro para bicicleta se popularizou no país e é, hoje, uma grande solução para se proteger. Entre 2012 e 2014, por exemplo, o registro de seguro para bike triplicou: de 350 unidades, chegou a 1,2 mil, segundo o Sindicato dos Corretores do Estado de São Paulo (Sincor) – o blog entrou em contato com o sindicato para obter números atualizados, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Ciclista com seguro para bicicleta pedala pela ciclovia da Av. Brg. Faria Lima, em São Paulo

Usar a bike como meio de transporte está mais comum no Brasil

Como fazer um seguro para bicicleta

Marcelo Ramos, sócio da Da Veiga & Higuchi Corretora de Seguros, parceira da Bicicletaria Faria Lima, é prova desse crescimento. Ele diz que a procura por seguro para bicicleta tem aumentado. De acordo com ele, a grande maioria das pessoas o procura justamente por causa da preocupação com roubos.

“Recebemos solicitações constantes de orçamento para seguro de bicicleta. Isso está crescendo. Posso dizer que 95% das pessoas querem o seguro por preocupação com o roubo. As pessoas ficam com medo, ainda mais em uma cidade como São Paulo”, disse Ramos, que ressaltou que, desde que começou a trabalhar nesse ramo, no fim de 2015, não teve nenhum caso de roubo registrado até hoje.

Fazer um seguro para bicicleta é fácil. A Da Veiga & Higuchi Corretora de Seguros oferece dois tipos diferentes de proteção: um mais enxuto, em que a pessoa deve contratar também o seguro da residência, e outro que é exclusivo para bicicleta.

Dois ciclistas carregam suas bicicletas no ombro em uma estrada de terra

Seguro exclusivo para bicicleta cobre dano parcial ou total por acidente

No primeiro caso, só se cobre o roubo e o furto qualificado dentro da residência. Já a outra alternativa é mais completa: cobre também dano parcial ou total por acidente, em transporte (desde que a bicicleta esteja sendo devidamente transportada em equipamentos específicos para tal uso) e a terceiros.

O procedimento para contratação é bem prático, pois não é preciso fazer vistoria. Quando a bike está atrelada ao seguro residencial, é importante que se tenha um documento comprobatório do bem, uma vez que sua apresentação é indispensável se houver algum sinistro.

No seguro exclusivo, se faz necessário tirar três fotos de partes específicas da bicicleta. Em uma delas deverá constar um código que é gerado pela própria seguradora antes da contratação.

Independentemente da escolha, há uma franquia, semelhante aos seguros de carro. Uma das seguradoras, inclusive, limita o valor dessa franquia a R$ 2.800, o que é um diferencial no mercado para quem possui bicicleta com preço elevado.

Ciclista enche o pneu da sua bicicleta no acostamento de uma estrada

Valor do seguro para bicicleta depende do perfil da pessoa, o valor da bike e de quantas vezes ela é utilizada por semana

Segundo Ramos, o custo do seguro varia muito. Depende, em geral, do perfil da pessoa, o valor da bike e de quantas vezes ela é utilizada por semana. A proteção para uma bicicleta de R$ 2.500 sai por volta de R$ 300, dependendo, claro, dos fatores mencionados.

Ramos destaca que uma das grandes novidades é o fato de a seguradora cobrir eventuais furtos qualificados da bicicleta enquanto ela está guardada no carro. “Você vai à padaria e, quando volta, vê o seu carro arrebentado e sem a bike. Antes, isso não tinha cobertura. Agora, passou a ter”, afirmou.

Triatletas e ciclistas de estrada são os que mais procuram seguro para bicicleta, já que ficam mais expostos por causa de suas viagens e pedais longos. Apesar disso, Ramos recomenda a proteção para todo o público que possui uma bicicleta com valor superior a R$ 2 mil, o mínimo exigido para fazer um seguro.

“Trata-se de uma proteção do seu bem caso algo inesperado aconteça. É a defesa do seu patrimônio. Por um valor pequeno que você investe no seguro, você tem a chance de repor esse seu bem, ou pelo menos a maior parte dele”, disse.

Pedalar com capacete: equipamento garante maior segurança com sua bicicleta

Pedalar com capacete: equipamento garante maior segurança com sua bicicleta

Pedalar com capacete tem uma importância vital, seja em uma competição ou até mesmo durante o lazer. Embora o Código de Trânsito Brasileiro não exija a sua utilização, trata-se de um objeto indispensável para proteger a cabeça de impactos externos nos casos de quedas ou colisões.

O uso do capacete atenua os choques na cabeça, o que minimiza efeitos colaterais tais como traumatismos, quebra de ossos e outros ferimentos. Portanto, pedalar uma bicicleta sem essa proteção pode ser considerado um ato de imprudência, mesmo que isso seja muito comum.

Apesar de todos os riscos, uma pesquisa feita em 2015 e divulgada pelo site Statista mostrou que pedalar com capacete não está no hábito dos brasileiros: 49% deles preferem andar de bicicleta em espaços públicos e privados sem equipamento de segurança.

Capacetes expostos na loja da Bicicletaria Faria Lima

Há três tipos de capacetes, no geral: os abertos, com ou sem aba, os aerodinâmicos e os fechados

A primeira tentativa da Union Cycliste Internationale (UCI) de tornar o uso do capacete obrigatório aconteceu em 1991, mas a ideia não foi para frente, pois os ciclistas profissionais se mobilizaram contra pedalar com capacete.

No entanto, tudo mudou em 2003, quando o cazaque Andrei Kivilev sofreu uma queda durante uma etapa da Paris-Nice e teve um traumatismo craniano, que ocasionou a sua morte. Ele não usava capacete. Logo em seguida, a UCI finalmente impôs a regra que exigia o uso da proteção para pedalar com mais segurança. O Giro d’Italia de 2003 foi a primeira competição com a norma.

Capacete exposto na loja Bicicletaria Faria Lima

O capacete precisa estar bem nivelada para cobrir toda a cabeça e a testa

A evolução dos capacetes

De acordo com o site helmets.org, os primeiros capacetes surgiram por volta de 1880 e eram feitos de couro. Nos anos 1970 chegaram os chamados “hairnet”, produzidos com largas tiras de couro acolchoadas – o nome se deu porque parecia com uma rede de cabelos. Esses capacetes, porém, não tinham uma proteção segura e eram desconfortáveis.

Na metade dos anos 1970 chegaram ao mercado o Biker, primeiro modelo feito para ciclistas da Bell, em estireno, e o Mountain Safety Research. Não havia dúvida, na época, de que esses dois eram os melhores. Em 1983, a Bell lançou o modelo V1 Pro, feito de isopor (poliestireno expandido). Esse foi um dos capacetes da marca que mais fizeram sucesso.

Dois anos depois surgiu uma das maiores empresas do ramo, a Giro. Foi fundada por Jim Gentes, que projetou um capacete de bicicleta (o Prolight) para adultos com algumas aberturas e sem o formato de concha. O seu peso mais leve em relação aos outros foi um sucesso instantâneo.

Capacete da Giro exposto na loja da Bicicletaria Faria Lima

A Giro é uma das maiores fabricantes de capacetes para bicicleta

Ao longo do tempo, os capacetes ganharam novas formas e materiais. No começo dos anos 1990, por exemplo, retornaram os cascos, que eram fabricados em PET e outros plásticos e ajudavam a manter o isopor no mesmo lugar com o impacto. Hoje, o principal material usado nos capacetes ainda é o isopor, embora tenham surgido muitas alternativas, como papelão e até mesmo os dobráveis.

A tecnologia MIPS

Em tempo, uma tecnologia muito utilizada atualmente é a MIPS (Multi-Directional Impact Protection System), que foi desenvolvida por neurocirurgiões e cientistas e consiste em proteger o cérebro por meio de uma camada fina de plástico entre o casco e o forro que está em contato direto com a cabeça.

De acordo com a empresa que desenvolveu essa tecnologia, a MIPS foi projetada para adicionar proteção quando o ciclista sofre um impacto angular. A camada de plástico absorve o impacto e minimiza as lesões causadas no cérebro.

Pedalar com capacete: os tipos de proteção

Há três tipos de capacetes, no geral: os abertos, com ou sem aba, os aerodinâmicos e os fechados. Ao procurar um, é preciso considerar cinco características: proteção, ventilação, peso, conforto e cobertura. Para cada modalidade do ciclismo há um tipo diferente de proteção.

Os ciclistas de estrada, por exemplo, usam os abertos sem aba, bem leves, e com grande conforto, enquanto os de mountain-bike e os ciclistas urbanos preferem os abertos com a aba dianteira. Os aerodinâmicos são indicados para quem é do triatlo. Já os fechados são para aqueles que praticam as modalidades radicais.

Capacete exposto na loja da Bicicletaria Faria Lima

Um capacete tem prazo de validade de quatro a cinco anos

Uso correto e manutenção

Muitas pessoas têm o hábito de usar o capacete com a parte frontal inclinada para cima e a testa exposta a pancadas. Isso, obviamente, deve ser evitado.

O capacete precisa estar bem nivelada para cobrir toda a cabeça e a testa. Recomenda-se que fique um ou dois dedos acima das sobrancelhas. É necessário ainda ajustar as correias, que devem se cruzar abaixo das orelhas. Não deixe a proteção frouxa, pois o capacete pode sair da cabeça em uma batida.

Fique sempre atento às condições do seu capacete. Um capacete tem prazo de validade de quatro a cinco anos e em caso de impacto, considere trocá-lo, já que sua estrutura se compromete, o que diminui a sua absorção. Observe também se não há danos no casco ou no interior, como rachaduras.