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Bom mecanismo de tração da bicicleta pode significar segundos preciosos

Bom mecanismo de tração da bicicleta pode significar segundos preciosos

O mecanismo de tração da bicicleta pode passar despercebido para muitos, mas é um componente muito importante para quem busca a mais alta performance e participa de competições. O uso de um bom sistema pode ser um diferencial para a vitória.

Um dos principais especialistas técnicos de ciclismo do Brasil, Johnny Lin concedeu uma entrevista para o canal MTB90 para falar sobre o assunto (veja aqui). Ele levou três modelos de cubo da marca DT Swiss para mostrar o mecanismo de tração da bicicleta: um deles com ratchet de 18 dentes, um de 36 e outro de 54. Veja o funcionamento do ratchet no vídeo abaixo.

O mecânico da Bicicletaria Faria Lima ressaltou que quanto mais dentes o sistema tiver, melhor será o seu desempenho, já que a resposta na retomada da pedalada será muito mais rápida.

“Quando você parar numa subida e então for retomar, o que tiver menos dentes pode até perder a tração por conta disso porque terá aquele delay [atraso] perto de 20 graus, onde o pé de vela vai ter que movimentar até tracionar no próximo dente”, disse Lin no estúdio do MTB90.

“Já no que tem mais dentes [o de 54], você não perde quase nunca, tem uma resposta imediata. Você parou de pedalar, ele já volta a tracionar. A movimentação é mínima até encaixar no próximo dente”, afirmou.

De acordo com Lin, o mecanismo de tração da bicicleta de 54 dentes tem seis graus de recuo e apenas um milímetro de distância entre os dentes, enquanto o de 18 é equivalente a 20 graus e a distância é de 3,07 milímetros, o que faz com que o ciclista volte muito no pedal até engatar no próximo dente, gerando, assim, um atraso na reposta.

A importância do mecanismo de tração da bicicleta

A escolha do tipo do mecanismo depende do propósito do ciclista. Um de 54 dentes, por exemplo, é recomendado para quem quer ter o máximo desempenho.

Johnny Lin em sua oficina na Bicicletaria Faria Lima testa rolamento de cerâmica em uma bicicleta

Johnny Lin, um dos principais especialistas técnicos de ciclismo do Brasil

“Para quem procura performance, qualquer milésimo de segundo pode significar o segundo lugar. Tem que ficar atento aos mínimos detalhes. Numa arrancada final, numa disputa ombro a ombro, isso pode fazer uma diferença”, disse Lin.

Hoje em dia, há diversos modelos de cubos e tipos de engrenagem para tração da bicicleta, permitindo, assim, muitas possibilidades na hora de montar a sua bike.

“Atualmente o estudo é muito aprofundado e com base científica. Não tem ‘eu acho’. É a tecnologia a favor dos atletas, a favor do aprimoramento, do pedalar, de quem busca a ponta, quem procura performance”, afirmou Lin.

Rolamento de cerâmica ajuda ciclista a obter melhor rendimento

Rolamento de cerâmica ajuda ciclista a obter melhor rendimento

O rolamento de cerâmica virou o desejo de muitos ciclistas, pois esse componente é mais um grande passo da evolução da tecnologia nas bicicletas. Johnny Lin, um dos principais especialistas técnicos de ciclismo do Brasil, é prova disso.

O mecânico da Bicicletaria Faria Lima concedeu uma entrevista (clique aqui para ver o programa completo) para o canal MTB90 e ressaltou que o rolamento de cerâmica é uma grande vantagem para quem procura atingir o nível máximo de rendimento no esporte.

“Hoje o pessoal traz a tecnologia de Fórmula 1 e até de espaçonave para as bicicletas. Exemplos disso são a cerâmica e o carbono. O rolamento de cerâmica é para alta performance e faz uma excelente diferença”, disse Lin.

O máximo rendimento do rolamento de cerâmica

O especialista citou os três tipos de rolamentos da marca Enduro: o híbrido, que é de metal com cerâmica; o “zero”, que possui um tratamento no corpo, cor diferente e é feito com nitreto para dar um pouco mais de durabilidade contra corrosão; e o XD-15, que tem uma tecnologia que Lin define como “pau para toda obra”.

Esse último é o mais recente. De acordo com o importador, o XD-15 oferece garantia vitalícia para o primeiro dono. Ele possui um tratamento superespecial com infusão de nitreto e nitrogênio. O corpo onde as esferas rolam são contra ferrugem.

No programa do MTB90, Lin fez uma demonstração no movimento central para mostrar a diferença de se pedalar com um rolamento de cerâmica e um tradicional. A diferença, de fato, foi grande.

Com o convencional, o movimento central deu pouco mais de meia-volta e parou de se movimentar em quatro segundos. Já com o rolamento de cerâmica, deu quase uma volta inteira e ficou em ação por muito mais tempo: 39 segundos.

“Enquanto seu oponente está fazendo força [pedalando], você salva watts preciosíssimos [com rolamento de cerâmica], são segundos preciosos”, afirmou Lin. De acordo com ele, é possível deixar o componente ainda mais poderoso.

Rolamento de cerâmica XD-15, da Enduro, desmontado, mostrando cada componente da peça

Este é o rolamento de cerâmica XD-15, da Enduro

“Tem alguns profissionais que usam rolamento de cerâmica. Tem retentor dos dois lados e alguns chegam a tirar um dos retentores e ficam só com o externo para não entrar sujeira e diminuir o atrito. É impressionante. E ainda utilizam, em vez de graxa, óleo. Isso é para ultra-performance”, disse Lin.

Segundo o especialista da Bicicletaria Faria Lima, passar graxa em um terço do rolamento já é o suficiente para um bom rendimento. Para atingir um nível acima, recomenda-se óleo a base de teflon.

Cuidados e durabilidade

Para se obter o máximo que o rolamento de cerâmica pode oferecer, é importante ter cuidados, como ressalta Lin. “Depois de uma prova com lama ou chuva, é recomendado desmontar, limpar o rolamento e aplicar graxa novamente. Não dá para continuar andando com a bicicleta depois de uma chuva ou lama, porque destrói o rolamento”, afirmou.

Com uma boa manutenção, a durabilidade aumenta. “Se a pessoa tiver o cuidado de levar [a bicicleta] para a oficina depois da prova, dura bastante, tem uma durabilidade bem longa. Se não tiver cuidados, vai danificar como qualquer rolamento convencional”, disse Lin.